segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Psicologia da aprendizagem na formação de adultos

Melhor Experiência como Formando

No ano de 2005 frequentei um curso de C.I.S.M. (Critical Incident Stress Managment – Individual crisis intervention and peer support). Apesar do nome pomposo, foi com agradável surpresa que chegando ao local verifiquei que a turma era constituída por elementos de todos os ramos das nossas Forças Armadas bem como Bombeiros, Policias, Guardas, Enfermeiros, Psicólogos e Controladores de Tráfego Aéreo civis nacionais e estrangeiros.
O leque de experiências junto numa só sala já despertava interesse quanto baste, mas depois da aula começar extravasou as minhas melhores expectativas, pois o docente (Americano) soube cativar do princípio ao fim (bem como nos intervalos conseguiu por todos na conversa a trocar experiências vividas e a partilhar o que de melhor ou pior existe em cada um dos diversos sectores representados.
O docente pouco explanava, ele ia perguntando a cada um como procederia perante um situação específica de problema/actuação e depois juntava aos poucos a participação dos restantes até ao culminar da sua avaliação final em que ai sim diria de uma forma sucinta o que cada um tinha como boa e menos boa prática e depois passava a demonstração pratica criando grupos (sempre diferentes) para cada situação analisada.Foi de facto diferente, cativante e divertido, sempre focado na aplicação prática do que se estava a aprender, independentemente das habilitações dos participantes fazendo-os sentir-se apenas como um grupo de adultos com experiências diferentes mas com um objectivo comum.

Minha experiência formativa versus modelo de Gagne

Quando me iniciei na arte de formador não detinha qualquer ferramenta Pedagógica nem tão pouco sabia se tinha as qualidades necessárias para instruir quanto mais baralhar um aluno, fazia o que era pedido da melhor forma possível. Depois de frequentar o CFPF em 2004, apercebi-me de que estava muito errado, não só na forma como estava a ministrar os conteúdos bem como a própria avaliação, já para não falar na inexistência de feedback por parte do aluno…em suma ele estava ali para aprender e eu para ensinar.Com esta nova ferramenta fui desde então elaborando um programa de treino que de facto cumpre na integra com os nove passos do camarada Gagne (sem o saber até agora).
Ao longo destes últimos anos foi-me possível actualizar os programas de treino existentes, para cabalmente cumprir melhor o objectivo funcional requerido (tanto da FAP como da USAF, que pela primeira vez a uma força estrangeira, o reconheceu publicamente em Outubro passado) neste meu ambiente misto de nacionalidades com nuances específicas e muito próprias) bem como assegurar que não existem perdas de tempo onde não é necessário. Tudo isto foi, é e será somente possível através do feedback dos formandos que nos vão dando de uma forma contínua diferentes perspectivas e abordagens não só do teor dos conteúdos bem como da forma em como se deveria evoluir até á avaliação final. Pela minha experiência, valorizar os conhecimentos já adquiridos dos formandos é por si só uma motivação para que eles queiram progredir e de facto aprender.

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