segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Actividades Pedagógicas passíveis de ser utilizadas em ambiente online


Esta actividade destina-se aos militares de Circulação Aérea que prestam serviço na Esquadra de Tráfego Aéreo da BA4 (Portugueses da POAF e Americanos da USAF). Este projecto de Actividade estaria em língua Inglesa.








Relacionamento interpessoal, gestão e animação de grupos

Muitos são os novos desafios que se apresentam aos formadores do século XXI: a Formação on-line é um deles. Milhares de alunos no mundo inteiro fazem hoje a sua formação, quer académica quer profissional, através de um sistema mediado por computador, geográfica e temporalmente afastados dos seus professores ou formadores e dos seus colegas de curso. Que novos papéis se encontram, então, reservados ao formador? E que estratégias poderá ele implementar nas suas salas de aula, agora virtuais?

Estratégias pedagógicas que o Formador on-line deve privilegiar

Incentivar trabalhos em grupo é a característica, no meu entender, essencial para um formador on-line, pois ao incentivar estes trabalhos estará a criar não só interactividade entre a turma bem como a promover um papel mais de moderador e orientador dos objectivos a alcançar abrindo assim espaço para a receptividade dos diferentes pontos de vista e a sua respectiva análise em grupo.

Características pessoais que o Formador on-line deve possuir

Dinâmico e empreendedor é a característica, no meu entender, essencial não só para manter um elevado dinamismo na sala de aula virtual inter e intra docente/alunos e alunos/alunos, bem como antecipar problemas e essencialmente evitar que os formandos se dispersem por outros interesses que não os objectivos essências em análise.

Competências técnicas/pedagógicas que o Formador on-line deve adquirir

Domínio das ferramentas tecnologias ao seu dispor é a característica, no meu entender, essencial para um formador on-line, pois se não dominar estas ferramentas ser-lhe-á muito difícil para não dizer impossível desenvolver o seu trabalho. É imperativo que domine os meios utilizados, mas não necessita de ser um especialista em informática pois Ao formador não podem ser exigidas competências fora da sua área de actuação, por isso se devem formar equipas multi disciplinares, em que cada elemento tem uma determinada especialidade. Ao formador cabem-lhe as competências pedagógicas.

Psicologia da aprendizagem na formação de adultos

Melhor Experiência como Formando

No ano de 2005 frequentei um curso de C.I.S.M. (Critical Incident Stress Managment – Individual crisis intervention and peer support). Apesar do nome pomposo, foi com agradável surpresa que chegando ao local verifiquei que a turma era constituída por elementos de todos os ramos das nossas Forças Armadas bem como Bombeiros, Policias, Guardas, Enfermeiros, Psicólogos e Controladores de Tráfego Aéreo civis nacionais e estrangeiros.
O leque de experiências junto numa só sala já despertava interesse quanto baste, mas depois da aula começar extravasou as minhas melhores expectativas, pois o docente (Americano) soube cativar do princípio ao fim (bem como nos intervalos conseguiu por todos na conversa a trocar experiências vividas e a partilhar o que de melhor ou pior existe em cada um dos diversos sectores representados.
O docente pouco explanava, ele ia perguntando a cada um como procederia perante um situação específica de problema/actuação e depois juntava aos poucos a participação dos restantes até ao culminar da sua avaliação final em que ai sim diria de uma forma sucinta o que cada um tinha como boa e menos boa prática e depois passava a demonstração pratica criando grupos (sempre diferentes) para cada situação analisada.Foi de facto diferente, cativante e divertido, sempre focado na aplicação prática do que se estava a aprender, independentemente das habilitações dos participantes fazendo-os sentir-se apenas como um grupo de adultos com experiências diferentes mas com um objectivo comum.

Minha experiência formativa versus modelo de Gagne

Quando me iniciei na arte de formador não detinha qualquer ferramenta Pedagógica nem tão pouco sabia se tinha as qualidades necessárias para instruir quanto mais baralhar um aluno, fazia o que era pedido da melhor forma possível. Depois de frequentar o CFPF em 2004, apercebi-me de que estava muito errado, não só na forma como estava a ministrar os conteúdos bem como a própria avaliação, já para não falar na inexistência de feedback por parte do aluno…em suma ele estava ali para aprender e eu para ensinar.Com esta nova ferramenta fui desde então elaborando um programa de treino que de facto cumpre na integra com os nove passos do camarada Gagne (sem o saber até agora).
Ao longo destes últimos anos foi-me possível actualizar os programas de treino existentes, para cabalmente cumprir melhor o objectivo funcional requerido (tanto da FAP como da USAF, que pela primeira vez a uma força estrangeira, o reconheceu publicamente em Outubro passado) neste meu ambiente misto de nacionalidades com nuances específicas e muito próprias) bem como assegurar que não existem perdas de tempo onde não é necessário. Tudo isto foi, é e será somente possível através do feedback dos formandos que nos vão dando de uma forma contínua diferentes perspectivas e abordagens não só do teor dos conteúdos bem como da forma em como se deveria evoluir até á avaliação final. Pela minha experiência, valorizar os conhecimentos já adquiridos dos formandos é por si só uma motivação para que eles queiram progredir e de facto aprender.

O contexto actual da Formação Profissional

A integração dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET) na FAP

Os cursos de especialização tecnológica (CET) possibilitam percursos de formação especializada em diferentes áreas tecnológicas colmatando assim um fosso existente entre as habilitações académicas Secundárias e Superiores.
No caso particular da FAP, todas as especialidades existentes), permitindo a inserção no mundo do trabalho (claramente conseguido enquanto o militar estiver ligado á FAP por contrato ou em quadro especifico, e se lhe for conferido DET, que lhe permitirá mais vantagens de concorrer no mercado de oferta de trabalho na vida civil, caso contrário apenas leva a mais valia prática da especialidade em que esteve inserido mas vale o que vale sem certificação homologada) ou o prosseguimento de estudos de nível superior (esta já depende claramente da vontade do militar em querer prosseguir a sua formação académica enquanto estiver na FAP, que lhe possibilitará ingresso em cursos internos como os ETM para progressão de carreira, ou simplesmente maximizar a sua passagem na FAP colhendo não só a componente prática bem como a valorização académica para posterior ingresso no mercado de trabalho civil).
A formação realizada nos CET é creditada no âmbito do curso superior em que o aluno seja admitido. (se tiver equivalência aos cursos homologados na vida civil, no que respeita a FAP são poucos, e nem sei se a FAP pode emitir DET ou equivalente documento que possibilite a emissão do mesmo).
A conclusão com aproveitamento de um curso de especialização tecnológica confere um diploma de especialização tecnológica (DET) e qualificação profissional de nível 4 (visto que para ingressar na FAP já é necessário que os candidatos possuam pelo menos o nível 3), podendo ainda dar acesso a um certificado de aptidão profissional (CAP).
Os CET deveram, quanto possível estar a par e passo com as homologas certificações civis (se existentes, preferencialmente Europeias) para possibilitar aos que não pretendam seguir a carreira castrense concluir que vir servir na FAP não foi perda de tempo mas sim ganho (a própria FAP sai beneficiada com mão de obra qualificada e certificada e reconhecida a nível Europeu).
Estou certo de que já não será para a minha geração mas para as que seguem, contudo a FAP irá mudar gradualmente até que os seus quadros sejam maioritariamente nível 4 ou superior, pois sempre foi uma grande escola de formação para os mercados de trabalho civil só que nem sempre reconhecido por não possuir CAP nas mais diversas especialidades existentes.
Confesso a minha ignorância em muita desta matéria que por razões funcionais me foge do normal quotidiano, porém a FAP á semelhança de outras forças armadas pode usar os CET como forma de promoção na carreira, ou seja, deixaria de ser por antiguidade e permanência no posto para passar a ser por competências técnicas adquiridas. Neste modelo a FAP garantiria que os seus quadros superiores não só detinham as qualificações académicas bem como conhecimento específico e prático da área técnica a que pertencem.
Independentemente do enquadramento dado aos CET nas FAs o verdadeiro desafio será a homologação e/ou equivalência desses cursos com os restantes a nível civil/Europeu, bem como a regulamentação e articulação de quem os detiver face à nossa cultura castrense.
Bem ou mal esta é a minha reflexão depois de muito pesquisar sobre o sistema de ensino em Portugal e a formação ministrada actualmente na FAP bem como o que de melhor ou pior se faz noutras forças estrangeiras.

O Curso de Requalificação Pedagógica de Formadores 01/09

Este está a ser de facto um Curso bem diferente, pois falta o presencial a que estamos todos habituados a ter, mas nem por isso se torna monótono ou difícil, pelo contrário, só vem de facto provar que a Força Aérea Portuguesa não está a dormir e sabe acompanhar a par e passo o que de melhor se vai fazendo em b-learning por esta Europa fora.

Este Curso está estruturado para 13 alunos na modalidade de b-learning com uma duração de 7 semanas totalizando 58 horas on-line e 36 horas de encontros presenciais de acompanhamento da formação contínua, tendo como tutores os seguintes membros do corpo docente:
Cap Paulo Simões
Cap João Quintas
Alf Sandra Pires
Saj Paulo Luís
Drª Ana Pereira
Drª Lina Serejo.

Modulos do CRPF-01/09-Online
Módulo 0 - Familiarização com o ambiente on-line
Módulo 1 - O contexto actual da Formação Profissional
Módulo 2 - Psicologia da aprendizagem na formação de adultos
Módulo 3 - Relacionamento interpessoal, gestão e animação de grupos
Módulo 4 - As novas metodologias de formação a distância
Módulo 5 - A Avaliação na Formação
Módulo 6 - Desenvolvimento de um Projecto Pedagógico

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tudo começa por algum lado...

Seja bem vindo a este blog!