segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O contexto actual da Formação Profissional

A integração dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET) na FAP

Os cursos de especialização tecnológica (CET) possibilitam percursos de formação especializada em diferentes áreas tecnológicas colmatando assim um fosso existente entre as habilitações académicas Secundárias e Superiores.
No caso particular da FAP, todas as especialidades existentes), permitindo a inserção no mundo do trabalho (claramente conseguido enquanto o militar estiver ligado á FAP por contrato ou em quadro especifico, e se lhe for conferido DET, que lhe permitirá mais vantagens de concorrer no mercado de oferta de trabalho na vida civil, caso contrário apenas leva a mais valia prática da especialidade em que esteve inserido mas vale o que vale sem certificação homologada) ou o prosseguimento de estudos de nível superior (esta já depende claramente da vontade do militar em querer prosseguir a sua formação académica enquanto estiver na FAP, que lhe possibilitará ingresso em cursos internos como os ETM para progressão de carreira, ou simplesmente maximizar a sua passagem na FAP colhendo não só a componente prática bem como a valorização académica para posterior ingresso no mercado de trabalho civil).
A formação realizada nos CET é creditada no âmbito do curso superior em que o aluno seja admitido. (se tiver equivalência aos cursos homologados na vida civil, no que respeita a FAP são poucos, e nem sei se a FAP pode emitir DET ou equivalente documento que possibilite a emissão do mesmo).
A conclusão com aproveitamento de um curso de especialização tecnológica confere um diploma de especialização tecnológica (DET) e qualificação profissional de nível 4 (visto que para ingressar na FAP já é necessário que os candidatos possuam pelo menos o nível 3), podendo ainda dar acesso a um certificado de aptidão profissional (CAP).
Os CET deveram, quanto possível estar a par e passo com as homologas certificações civis (se existentes, preferencialmente Europeias) para possibilitar aos que não pretendam seguir a carreira castrense concluir que vir servir na FAP não foi perda de tempo mas sim ganho (a própria FAP sai beneficiada com mão de obra qualificada e certificada e reconhecida a nível Europeu).
Estou certo de que já não será para a minha geração mas para as que seguem, contudo a FAP irá mudar gradualmente até que os seus quadros sejam maioritariamente nível 4 ou superior, pois sempre foi uma grande escola de formação para os mercados de trabalho civil só que nem sempre reconhecido por não possuir CAP nas mais diversas especialidades existentes.
Confesso a minha ignorância em muita desta matéria que por razões funcionais me foge do normal quotidiano, porém a FAP á semelhança de outras forças armadas pode usar os CET como forma de promoção na carreira, ou seja, deixaria de ser por antiguidade e permanência no posto para passar a ser por competências técnicas adquiridas. Neste modelo a FAP garantiria que os seus quadros superiores não só detinham as qualificações académicas bem como conhecimento específico e prático da área técnica a que pertencem.
Independentemente do enquadramento dado aos CET nas FAs o verdadeiro desafio será a homologação e/ou equivalência desses cursos com os restantes a nível civil/Europeu, bem como a regulamentação e articulação de quem os detiver face à nossa cultura castrense.
Bem ou mal esta é a minha reflexão depois de muito pesquisar sobre o sistema de ensino em Portugal e a formação ministrada actualmente na FAP bem como o que de melhor ou pior se faz noutras forças estrangeiras.

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